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O Impacto das Hidrelétricas na Amazônia


Para quem ainda desconhece o impacto das hidrelétricas no meio ambiente o vídeo acima é bem esclarecedor.

E ai será que depois de assistir ao vídeo acima você continua considerando as hidrelétricas fonte de energia limpa?

Pois, bem está na hora de pararmos e começarmos a refletir sobre que mundo deixaremos para nossos filhos, e principalmente que filhos deixaremos para o mundo.

Fonte:
 
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Dica de Leitura


A dica de leitura de hoje é para quem gosta de plantas. O Livro “As Ervas do Sítio” escrito por Rosy Bornhausen está repleto de história, magia, saúde, culinária e cosmética. Pois é, as plantas são capazes de curar, embelezar, dar sabor e alegrar nossas vidas. Quando Rosy afirmou isso, anos atrás, pouca gente no Brasil tinha se dado conta dos poderes das ervas. Sucessivas reedições comprovam o sucesso de seu livro.

Essa obra que introduz o leitor nesse rico universo verde ensina a plantar, a cuidar e a usar da melhor maneira dezenas de espécimes. Trata-se de um passaporte para que as pessoas, cada vez mais envolvidas pelas atribulações da vida moderna, recuperem conhecimentos antigos e cada dia mais úteis.  

Boa leitura!

Dedico esta postagem a minha mãe Ana Maria uma grande fã das obras de Rosy Bornhausen.
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Ciência Comprova a Importância da Convivência com Gatos

Quem diria após centenas de anos de preconceito e perseguições, os gatos estão sendo absolvidos por meio de um papel inesperado: o de amigos e "terapeutas".

A jornalista francesa Véronique Aïache explica, em seu livro La Ronron Thérapie, devidamente embasada por trabalhos científicos, como o convívio com gatos pode melhorar e muito a vida das pessoas.

Ela relata, por exemplo, pesquisas como a do veterinário francês Jean-Yves Gauchet, que testou o poder do ronrom - o som feito pelos gatos quando estão em repouso - em 250 voluntários, submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído de Rouky, o gato do veterinário. Segundo Véronique, ao fim do estudo, os participantes declararam sentir mais bem estar, serenidade e uma facilidade maior para dormir.

No Brasil os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvidos no começo da década de 1950, pela psiquiatra Nise da Silveira. O tratamento foi uma alternativa com resultados positivos em relação às terapias agressivas, como lobotomia (retirada de uma parte do cérebro, em épocas antigas, a lobotomia era usada em pacientes com certos tipos de doenças mentais como forma de acalmá-los) e eletrochoque.

"Com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento", diz Hannelore Fuchs, doutora em psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal. Faz sentido, pois a frequência do ronrom é entre 25 e 50 Hertz, a mesma utilizada na medicina esportiva para acelerar cicatrizações e recuperar lesões.

Até mesmo a gigante de tecnologia Apple em parceria com o veterináio Gauchet lançou um aplicativo para iPhone que usa o ronrom para amenizar os efeitos que a diferença de fuso horário provoca em viagens. A Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, em um estudo realizado em 2008 mostrou que um bichano em casa reduz em até 30% o risco de ataque cardíaco, por ajudar a relaxar e aliviar o estresse. Detalhe só não pode ser alérgico a pelos.

Acredite, segundo uma pesquisa científica sobre posse de animais de estimação, na Grã Bretanha donos de gatos são mais propensos a ter diplomas universitários do que aqueles que têm cães. Pois é, ao contrário dos cães, os gatos não precisam passear e ficam bem em casa sem a companhia das pessoas.

Dra. Jane Murray, professora de Epidemiologia Felina, que liderou o estudo, disse: "Os gatos necessitam de menos atenção  do que um cão, por isso eles são mais populares entre pessoas instruídas que trabalham até mais tarde e tem longos trajetos”.

Quer saber mais? O estudo acima foi  publicado no Veterinary Record jornal.

E você gosta de gatos? Se estiver pensando em adotar um amiguinho peludo lembre-se das responsabilidades que vem com ele! Abandonar e mal tratar animais é crime! Pratique Posse Responsável.

Fonte:

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Na Teia Dourada da Néfila


Se você tem o hábito de andar em trilhas na mata nesta época do ano, com certeza já deve ter se deparado com teias grandes, circulares e douradas. Pois bem, as responsáveis por tão bela teia são as néfilas (Nephila clavipes), aranhas grandes e de um colorido lindo que forma pontos amarelos sobre um fundo verde.

Mas não precisa ter medo, pois apesar de seu tamanho e aparência, a néfila é inofensiva para o homem. Caso você seja picado por ela sentirá somente uma dor local que passa logo depois.
A grande teia que essas aranhas constroem serve para a captura de alimento, que consiste de insetos de diversas espécies como abelhas, vespas, moscas e pequenas borboletas. As fêmeas são sempre bem maiores que os machos e dividem a mesma teia. A néfila na foto acima é uma fêmea.

A néfila vive em média um ano. Após o acasalamento que ocorre no final do verão e outono, as aranhas fazem a postura dos ovos e depois disto, morrem.  Por isso, não encontramos as néfilas nas matas no inverno e primavera. Portanto, é na primavera que os filhotes crescem e no verão ficam adultos, quando constroem suas grandes teias, tornando-se visíveis.

Ficou com vontade de conhecer a néfila pessoalmente? Então você está com sorte, pois está é a melhor época para encontra-la pelas trilhas das matas. Mas, lembre de respeitar a natureza. Não deixe lixo na trilha e nem leve nada além de fotos e boas recordações. Bom passeio!
Dedico esta postagem a amiga Edna Velinho uma apaixonada pelos aracnídeos.

Fonte:
LISE, Arno; SILVA, Estevam. Aranhas – inimigas ou aliadas? Guia ilustrado. Edipucrs. Porto Alegre. 2008. 
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Você Já Ouviu Falar na Palometa?


Para quem nunca ouviu falar a palometa (Serrasalmus spilopleura) é uma espécie de peixe carnívoro típico aqui da região sul.

Pois bem, na tarde deste domingo no Balneário Passo do Angico, em Toropi, aqui no Rio Grande do Sul, a palometa virou noticia, afinal pelo menos vinte pessoas foram atacadas por um cardume destes peixes.

Os banhistas sofreram pequenas mordidas nos dedos dos pés, das mãos e alguns ainda tiveram ferimentos nas orelhas, ambos receberam atendimento de socorristas do Corpo de Bombeiros e em seguida liberados.

Segundo o IBAMA, o baixo nível do Rio Toropi e a escassez de comida podem ter motivado o ataque. Apesar de esse simpático peixinho pertencer à família das piranhas e ser um peixe carnívoro, a palometa não tem o hábito de atacar as pessoas.
As autoridades locais recomendaram que a população e os turistas não entrassem no Rio, mas nesta segunda-feira voltaram atrás e liberaram o banho aumentando o número de salva-vidas no local. Mas, e você para fugir do calorão dos últimos dias arriscaria um banho no Rio Toropi?

Dedico esta postagem a um grande amigo, estudioso de peixes, Brites Pereira.

Fonte:
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Dica de Leitura

A LONGA MARCHA DOS GRILOS CANIBAIS - E outras crônicas sobre a vida no planeta Terra

Fernando Reinach traz em seu livro textos publicados originalmente no jornal O Estado de São Paulo entre 2004 e 2009 numa coluna semanal que conquista e aproxima  mais leitores dos temas científicos.
“Quando a fome e o medo põem em marcha os grilos Anabrus, esses insetos formam densas colunas de até dez quilômetros que avançam dois quilômetros por dia e são palco de cruéis cenas de canibalismo. Para não serem devorados, os grilos migratórios constantemente dão coices em quem vem atrás e avançam incansáveis.”  Ficou com vontade de ler? Pois bem, o trecho acima que dá nome ao livro é apenas uma das dezenas de crônicas que estão presentes na obra de Reinach.
Portanto, A longa marcha dos grilos canibais é um livro de textos curtos que despertam a curiosidade, prendem a atenção do leitor, divertem e intrigam deixando bem claro que ciência é para todos. As crônicas bem-humoradas contam descobertas e enigmas nas mais diversas áreas da ciência, como dilemas ambientais, a diversidade das florestas, a complexidade da mente, a pré-história da arte, os avanços tecnológicos que transformam o corpo humano, a política que envolve a pesquisa, entre outros temas. Discute ainda qual é o lugar e o papel desse ser humano que domesticou centenas de espécies de plantas e animais para uso próprio e causou danos profundos no planeta em que vive como desmatamento, zonas mortas nos oceanos, mudanças climáticas, danos que agora tenta consertar de forma muitas vezes desastrada.
Boa leitura!
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Quando Foi a Última Vez que Você Viu um Vaga-lume?

Antes de responder a pergunta acima vamos conhecer um pouquinho mais sobre esse inseto fascinante e iluminado.

Bem, o vaga-lume é um inseto coleóptero, ou seja, um tipo de besouro. Com hábitos noturnos possui órgãos especiais produtores de luz na parte inferior do abdômen. As emissões luminosas são chamadas de bioluminescência e acontecem devido a uma reação bioquímica que libera muita  energia.

Esse processo é chamado de "oxidação biológica" permitindo que a energia química seja convertida em 95% de luz e apenas 5% de calor, por isso é chamada de luz fria. Mas, apenas algumas espécies possuem bioluminescência, por isso os vaga-lumes que não emitem luz geralmente possuem hábitos diurnos. Como o tecido que emite luz esta ligado a traqueia e ao cérebro, o inseto tem total controle sobre a luz. As cores das luzes podem variar de acordo com a espécie do vaga-lume, pois estes apresentam pequenas variações nos compostos presentes nas reações químicas.
As luzes são utilizadas para chamar a atenção do sexo oposto. Como todo bom besouro, os vagalumes apresentam metamorfose completa, ou seja, após o acasalamento, as fêmeas põem ovos, que geram larvas. Essas larvas vão crescendo, trocando várias vezes de pele antes de se transformarem em pupas. E finalmente, ocorre a metamorfose final, surgindo os vagalumes. Podem viver de 1 a 3 anos. Uma curiosidade é que as larvas destes besouros também são capazes de emitir luz atraindo outros insetos que lhes servem de alimento.

Mas, além de auxiliar na reprodução as emissões luminosas são grandes aliadas na defesa desse besouro iluminado. Agora imagine a seguinte situação, um louva-a-deus rondando um pequeno vaga-lume “apagado”. Este não teria chance de fugir. Mas, quando ele acende sua “lanterna”, assustando esse predador que foge em disparada. Legal, né!?
Pois é, sempre gostei muito de insetos lembro que quando criança ficava encantada com a anatomia dos grilos, das moscas, com a beleza das borboletas e joaninhas. Mas, sem dúvidas o inseto que mais me intrigava e fascinava era o vaga-lume. Afinal, como ele poderia emitir luz sem estar ligado na tomada? Parecia uma lâmpada de natal piscando, às vezes na cor laranja, outras vezes na cor verde. Porém, aos poucos eles foram desaparecendo e já faz alguns anos que nunca mais avistei vaga-lumes na região norte de Porto Alegre onde moro. O que estaria acontecendo?


Pois bem, pesquisando a respeito descobri que os vaga-lumes estão ameaçados tanto no hemisfério sul como no norte. Talvez a forte iluminação das cidades seja uma das ameaças, pois quando entra em contato com essa forte iluminação, sua bioluminescência é anulada interferindo fortemente na reprodução, ou seja, o número de ovos que geram as futuras larvas está cada vez menor.  Mas, o mais triste é que estes insetos podem acabar sendo extintos.
O museu de Boston, juntamente com pesquisadores da Tufts University, está executando o Firefly Watch, projeto de 10 anos (atualmente em seu terceiro ano), em que voluntários podem observar vaga-lumes em seus quintais e enviar os dados para o site Firefly.org onde os cientistas podem usá-los para a pesquisa de tendências da população.

Se você quiser também pode ajudar entrando no site. Você vai gastar apenas 10 minutos por semana para a coleta de dados, como a temperatura externa, o número de vaga-lumes observados (mesmo que esse número seja zero), as condições de iluminação local (poluição luminosa é uma possível causa de declínios das espécies), e o tempo da observação. Inclusive nesse site você vai encontrar dicas de como tornar seu jardim mais hospitaleiro para esses seres piscantes.

Mas voltando a pergunta inicial: Quando Foi a Última Vez que Você Viu um Vaga-lume?


Fonte:
Scientific American Brasil - Como evitar a extinção dos vaga-lumes? Disponível em: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/como_evitar_a_extincao_dos_vaga-lumes_.html